Google

3/31/2007

Bodysurf – Iniciação

O Bodysurf assenta essencialmente em dois pontos chaves: a natação e o conhecimento do Mar. É um desporto com bastante exigência física principalmente quando praticado em zonas sem pé, pelo que uma boa condição física ajuda bastante. Na mesma linha de outros desportos aquáticos o respeito pelo Mar e o conhecimento dos teus limites físicos é condição prioritária para entrar no Mar.

Partindo do principio que és um excelente nadador e já passaste algum tempo a olhar para o Mar e tens um bom conhecimento deste está na altura de passar para o equipamento necessário:

  1. Pés de Pato – Essenciais para proporcionar a impulsão necessária para que entres na onda com o máximo de velocidade possível. Imprescindíveis em zonas em que não tenhas “pé”. Em zonas onde consigas dar o impulso com os pés no chão, são na minha opinião dispensáveis, mas isto vai da opinião de cada um.
  2. Fato Neoprene – Os comuns fatos de Surf, para todos os gostos.
  3. Handboard – Claramente Opcional. É basicamente uma pequena prancha que se adapta à palma da mão para facilitar o deslizar na onda, e que é actualmente usada na Austrália por alguns Bodysurfers.

Ser um excelente nadador é uma ajuda mas não é tudo. Muito importante é a capacidade de ler o Mar e compreender as correntes dos locais onde vais entrar. Antes de entrares na água faz um bom aquecimento/flexibilidade e aproveita esse tempo para olhar para o Mar e perceber as correntes que estão naquele momento, a cadência dos sets e a formação das ondas. É geralmente mais difícil fazer esta análise depois de entrares na água e por vezes impossível. Nesses casos não hesites, sai analisa e volta a entrar.

Uma das grandes diferenças para o surf e o bodyboard é que o momento de apanhar a onda é posterior no Bodysurf. A onda tem de ser apanhada mais tarde para tirar o máximo partido da força da onda. É aconselhável ver alguns vídeos do blog para perceber melhor este processo.

As Etapas para apanhar a onda.

- Posicionamento o mais possível no cima da onda para conseguir o máximo de velocidade.

- Instantes antes da onda rebentar na posição onde estás dar 2-3 braçadas fortes e usar os pés de pato para obter o máximo impulsão possível nesse curto espaço de tempo.

- Estende o braço do lado para onde pretendes ir. Este braço será como que o guiador da tua trajectória. A palma da mão deve fazer uma superfície de deslizamento o mais perfeita possível na água. Para mim este é um dos mais importantes factores do processo. O outro braço deve ficar ao longo do corpo e de forma a fazer o mínimo de atrito possível na água para se conseguir mais velocidade.

- Tenta que o máximo de área das tuas costas fique em contacto com a parede da onda para ganhares o máximo de velocidade

- Quando perdes velocidade continua a dar aos pés e tenta recolocar-te de novo na zona em que a onda tem mais força.

- Para abrandar utiliza as pernas de modo a aumentar o atrito com a água.

- Depois de dominar razoavelmente estas técnicas está na altura de avançar para umas rotações de corpo na onda. Mas isso falaremos mais tarde.

Estas explicações são claramente discutíveis, e apenas reflectem um pouco a minha visão da prática que faço e de vídeos que vejo. Dava claramente para uma discussão de vários dias, correndo-se o risco de chegar ao fim sem quaisquer certezas.

Experimenta o Bodysurf.

RG

3/20/2007

Trailer Acqua Corpus

Este é o trailer de um filme que procura demonstrar o "espírito" do bodysurf, este projecto foi filmado no Hawaii e terá a duração de 50 minutos. O lema é: "No boards, just fins".

Pessoalmente acho que este trailer está muito bom, mostro este vídeo a quem me pergunta o que é o bodysurf.

3/12/2007

Entrevista com Ricardo Faustino

Uma referência do Bodyboard Nacional foi agora descoberto pelos nossos investigadores como sendo também um grande adepto e praticante de Bodysurf. Com 26 anos reside em Espinho e é gerente da Invertshop. Desde já o agradecimento pelo teu interesse no nosso Blog e pelo apoio na divulgação do desporto.




BSPT – “ Com que idade começaste e o que te levou a praticar bodyboard?
RICARDO – Comecei a surfar com 10 anos por intermédio dos meus irmãos.

BSPT – “ Qual é na tua opinião o actual momento do bodyboard nacional? “
RICARDO – Penso que vai “bem de sáude” ao contrário do estado do próprio país, ehehe. Temos boas ondas em Portugal, temos um circuito nacional open, esperanças e vários circuitos locais, temos bons eventos especiais como o caso do Nazaré Special Edition, temos boas acções como o exemplo do Dragon Psico Tour Cutty Sark, temos uma boa revista nacional e temos bons riders!

BSPT – “ Foste o grande responsável pelo Dragon Psico Tour Cutty Sark. Fala-nos um pouco sobre esse projecto”
RICARDO – Este projecto nasceu na vontade querer fazer o que realmente tenho vontade que é, andar aí a fazer tudo de um pouco relacionado com o bodyboard, como viajar, desafiar ondas perigosas, tow out, tow in, etc, etc, no fundo divertir-me! Graças aos patrocínios isso foi possível e estou grato do fundo do meu coração por me terem dado a oportunidade de o fazer. Estou super contente!

BSPT – “ Soubemos de fonte segura que és um entusiasta do Bodysurfing. Como tiveste conhecimento do desporto e o que te levou a fazê-lo?”
RICARDO – Tive conhecimento desta modalidade praticamente desde que comecei a surfar, sinceramente acho que o bodyboard e o bodysurf estão superligados e por isso largar a prancha e apanhar uma onda de corpo é quase que natural, por isso de vez em quando faço um bodysurf.

BSPT – “Com que regularidade largas a prancha e metes o peito na água?”
RICARDO – Não muitas vezes, mas ando a ver se pratico mais…basicamente faço quando as ondas estão perto da areia e perfeitas. Estou também a planear tentar fazer em ondas como o Trol e a Nazaré.

BSPT – “Já tens neste momento alguns Bodysurfers de referência? “
RICARDO – Sim! Sem duvida o mike Stewart, Mark Cunningham, Chris Baker, Ben Player, entre outros…

BSPT – “ O que pensas que falta para o desporto ter uma dimensão maior no nosso país? “
RICARDO – Talvez um maior conhecimento da modalidade pois muita gente concerteza apanha ondas de corpo mas nem sabe o que é o bodysurf. Um website também é muito importante pois consegue “chegar” a muitas pessoas.

BSPT – “ Se tivesses de caracterizar o bodysurf em apenas 3 palavras quais escolherias? "
RICARDO – Natureza, força e divertimento.

2/27/2007

Mark Cunningham

" O Melhor entre os Melhores "

É o Embaixador e um dos melhores Bodysurfers. Brevemente será colocado um post sobre este ex-nadador salvador,mas para já deliciem-se com este vídeo.


PS: Vídeo contem também Bodydoard

2/14/2007

Entrevista com Henrique Pistilli



Consultor de empresas de profissão, aos 28 anos de idade Pistilli é um dos simbolos do Bodysurf brasileio. Nascido no Rio e actualmente a residir em Florianopolis, alem de bodysurfer é praticante de pólo aquático. Fiquemos então com a entrevista gentilmente dada ao Bodysurfing-PT.


BSPT – “ Com que idade começaste e o que te levou a praticar o desporto? ”

HENRIQUE " Comecei a nadar com 2 anos de idade. Aos 12 anos comecei o Water Pólo, e o professor fazia treinos na praia, ensinando também o bodysurf, assim comecei a surfar e nunca mais parei."


BSPT
– “ Como vês o actual momento do bodysurf no Brasil? “

HENRIQUE – " Vejo um momento muito especial não só no Brasil, mas no mundo. Existem cada vez mais praticantes, em busca do espírito mais primitivo e meditativo que o surf pode trazer. No Hawaii é comum ver surfistas lendários de diversos estilos surfando de peito em Pipeline, como Kelly Slater & Jamie O’ Brien (prancha), Mike Stewart (bodyboard), Mark Cunningham (Bodysurf). Muitos outros surfistas de outras nacionalidades estão buscando praticar o esporte, também devido ao condicionamento físico que ele proporciona para outros tipos de surf."


BSPT
– “ Que conselhos pode dar a quem se quer iniciar no Bodysurf? ”

HENRIQUE – " Aprenda a nadar e melhore sempre seu condicionamento, se puder praticar o water polo melhor ainda. Não tente entrar em um mar maior do que a sua capacidade e muito menos sozinho, pois é um esporte extremamente radical e pode ser perigoso. Mas, tomando esses poucos cuidados, curta a energia do oceano e das ondas em sua forma mais pura. Hoje existem sites que podem dar boas dicas de como proceder com manobras e propostas pedagógicas para aprimorar o bodysurf, como www.surfedepeito.com.br, www.bodysurfing.com.br, www.golfinhodourado.multiply.com !"


BSPT
– “ O que pensas que falta para o desporto ter uma dimensão mais aproximada do Bodyboard e Surf? “

HENRIQUE – " Não acho que o bodysurf deva seguir o mesmo caminho desses outros esportes (profissionalizacao através de campeonatos). Depois de alguns anos de tentativas e muita pratica entendo que o esporte tem muito potencial de desenvolvimento em termos de profissionalizacao, mas acredito no caminho da arte, filmes que demonstrem esse “soul surfing”, escolinhas para pessoas de diversas idades, exibicoes em campeonatos de outras modalidades de surf, construcao de marcas e produtos que traduzam essa filosofia de vida, viagens para troca de aprendizagem, etc."


BSPT
– “ Quais os teus Bodysurfers preferidos? “

HENRIQUE – " Fluidez e Filosofia de Vida do Mark Cunningham, Fluidez e Radicalidade de manobras do Mike Stewart em ondas grandes (ate 12 pes) , Estilo único de outrigger (parece uma canoa havaiana) em ondas grandes do Rogério Caju, Despenques insanos do Rodrigo Mad Professor, Condicionamento físico e arrojo em mares cabulosos do Todd Sells, dentre muitos outros."


BSPT
– “ Se tivesses de caracterizar o bodysurf em apenas 3 palavras quais escolherias?”

HENRIQUE “BODY SURF IN” (O corpo que surfa dentro do corpo)


Fica o nosso agradecimento pela disponibilidade total para a troca de informação do desporto e por esta entrevista. Boas Ondas. RG

2/12/2007

DolphinSurf ?

Uma imagem vale mesmo mais que 1000 palavras.




"Quem inventou e quem copiou?"

2/06/2007

Altas ondas em Santa Rita

Altas ondas aqui em Santa Rita no fim de semana passado, espero que vocês aí tambem tenham apanhado umas boas ...



Devo

2/02/2007

Como começar a fazer o bodysurf (1)

Quando li estos artigos pensei que sería bom traduzir-os para o blog, a pensar nos bodysurfers do futuro (Devo) ...

Isto é uma tradução dum artigo do site vagabondsurf.com (http://www.vagabondsurf.com/BodysurfingHome.html) cujo título original era ‘How to Start Bodysurfing’. É a primeira de três artigos.

Cuidado! Este texto contem erros ortográficos!

“Acho que um artigo sobre como fazer o bodysurf é uma boa ideia. Desde a invenção e difusão radical do bodyboard, isto tornou-se a introdução principal de surfar para a maioria das pessoas. Antes era o bodysurf. O resultado disto é que quase todos os surfistas com mais de 40 anos têm ao menos uma noção do que é o bodysurf, mas para os mais jovens o bodysurf é algo que vai desde o misterioso até ao absolutamente esquisito.

Isto é triste por muitas razões, a primeira das quais é que o bodysurf é muito divertido. É tambem a forma mais barata de fazer o surf a serio, aquela que tem o equipamento mais durável se é utilizado com senso comun, e que tambem é o mais fácil de transportar. Além disto, é a forma de surf no qual é mais fácil manter o 'profissionalismo' – basta continuar practicando a natação para manter o nivel de forma que é preciso.

As necessidades:

1. Precisas de saber nadar! O melhor que sabes nadar, o mais que te vais divertir-te ao fazer o bodysurf.

2. Precisas de pés de pato de boa qualidade (mais sobre isto no artigo seguinte).

3. Precisas de te cobrir. Se a agua está bastante quente (mais de 18º, por exemplo), basta usar um bom fato de banho. Com menos de 18º precisas de pensar em usar um fato de surf. Há uma variedade enorme de fabricantes de fatos de surf, e muitos desenhos e materiais – algo que é adequado para literalmente qualquer situação. Ao contrario do surf ou bodyboard, não tens uma prancha – e portanto o teu corpo está dentro da agua. A gente diz que hoje em dia podes comprar um fato completo que permite fazer o bodysurf em agua de 10º sem molhar a parte de dentro do fato. Ter um fato do tamanho certo é a chave, sem duvida, e portanto é preciso provar varias marcas e modelos.

4. Precisas de ter um conhecimento básico das ondas. Se já fazes surf ou bodyboard deves já ter isto. Se não, utilize os materiais didácticos que são disponiveis para os surfistas principiantes. Todos as ‘regras de estrada’ são as mesmas para os surfistas, bodyboarders e bodysurfers: tanto para os ‘surf breaks’ (e.g. o momento do ‘take-off’; sabendo se a onda vai tubular ou fechar, etc.), como da oceanografia (e.g. ventos, correntes, ondulação, etc.), e o ‘wave-etiquette’ (e.g. prioridades - evitando os ‘drop-ins’, localismo, etc.). “

Continuará ...

Copyright note: to those responsible for vagabondsurf.com. I have tried to enter in contact with you to request permission to use texts on this site. Unfortunately, all my email messages got bounced back. I have gone ahead and translated this text (and will do the same with others) because I honestly believe that you would give permission to the Bodysurfing – PT blog to do this. We are entirely non-commercial and are simply trying to help spread the wonderful sport of bodysurfing in Portugal.

Devo

1/24/2007

Primeira imagem de Portugal?

Olá,

Venho aqui apresentar-me ... sou Devo, sou de Australia, mas vivo em Portugal há 20 anos.

Quero começar por agradecer o Rui pelo fantástico trabalho que está a fazer com este blog – há menos duma semana que soube dele e neste pouco tempo já há as increíveis imagens do YouTube e de Narrabeen. Mando tambem uma imagem que obviamente não tem nada que ver com as sensacionáis imagens da Hawaii e Australia mas é recente e de Portugal.


(Devo, Molhe Leste, 20 Janeiro 2007, foto: Francisco Mamede)

Conhecí o Rui numa lista da bodysurf do Yahoo groups quando ví por acaso uma mensagem dele e tive a alegría de saber que ha outras pessoas neste pais a surfar sem prancha ...

Agora vivo numa aldeia perto de Santa Cruz mas só vim ca há 4 anos atrás. Antes estava perto de Lisboa e além de entrar nas ondas em Carcavelos ou Costa de Caparica quando fui lá com a familia de vez em quando quase tinha esquecido das maravilhas do bodysurf que tanto fiz como criança e teenager na Australia.

Tudo mudou quando cheguei à estas magníficas praias na zona de Santa Cruz e conhecí boas pessoas que tambem são surfistas. Também o meu filho começou a fazer bodyboard e esse empurrou-me ainda mais para a agua, e há 4 anos que vou para o mar todos os dias em que as condições são boas, e muitos dias em que são más!

Numa mensagem que o Rui mandou-me disse que, ao fazer este blog, pensa mais em futuras gerações que em si propriamente. Acho que estas são sentimentos muito giros, e concordo que o mais importante é convencer a malta jovem a tentar o bodysurf, mesmo que esta virada para o bodyboard. Mas a tarefa não é facil porque hoje em dia o normal (ao contrario do que aconteceu quando eu era puto) é começar desde muito jovem no bodyboard. Veja-la, a minha filha de 6 anos já tem prancha, que pediu ao Pai Natal porque queria juntar-se ao irmão nas surfadas. Depois dela apanhar o ‘vicio’ de andar muito depressa na prancha não vai ser facil convencer-a que o bodysurf é tambem muito divertido. Mas não desespero e vou fazer o melhor possível para que isto acontecer.

As tradicões e costumes aqui em Portugal tambem não ajudam. Quando vi pela primeira vez a bandeira vermelha numa praia perguntei “O que é isto?” Pareciam condições optimas para fazer bodysurf e ninguem podia entrar na agua? Na Australia a gente nem vai para o banho até as ondas ficassem assim! É que alí não ha bandeiras vermelhas, nem amarelas, nem verdes – há grandes nadadores salvadores e uma única coisa (além dos turbarões, claro!) que detem as pessoas de entrar – o sinal “Aviso de tempestade - Praia fechada”. Eu não estou a advocar a eliminação das bandeiras, claro, porque aqui tambem não há a mesma cultura do mar. Todos os anos vejo pessoas que entram no mar quando mau sabem nadar e têm que ser salvos pelos nadadores salvadores. Mas estes factores todos contribuem para que os jovems não têm muita oportunidade de começar a practicar o bodysurf.

Pronto, já chega – não quero pintar um quadro muito cinzento da situação – sou um optimista e acredito que nos podemos fazer alguma coisa para ajudar o bodysurf a crescer em Portugal. É por isso que estou a escrever estas palavras ...

Devo

P.S: peço desculpa pelos erros ortográficos